Categoria: Arqueologia

Os “antepassados” dos castelos escoceses: conheça os “brochs”

 

Quando pensamos em Escócia, é quase impossível não imaginar castelos. Afinal, existem cerca de 3.000 deles espalhados pela paisagem. Desses, cerca de 1.500 ainda estão de pé, e centenas podem ser visitados.

Mas poucas pessoas já ouviram falar de um outro tipo de moradia fortificada, muito mais antiga, que também pode ser encontrada às centenas por aqui: os “brochs”. 

Construídos pelos povos da Idade do Ferro, essas enormes torres circulares surgiram principalmente no norte e oeste da Escócia entre aproximadamente 400 a.C. e 100 d.C., tornando-se uma das formas arquitetônicas mais extraordinárias da Europa pré-histórica.

Callanish: círculo de pedras na distante Ilha de Lewis

 

View this post on Instagram

 

A post shared by Vida na Escócia (@vidanaescocia)

Quando as pedras sentem sede…

É muito comum, no folclore local, que lendas associem menires pré-históricos a “gigantes petrificados”. A “Stane O’ Quoybune”, que fica nas Ilhas Orkney e tem 4 metros de altura, é uma dessas “pedras-gigantes” que dizem já ter sido um gigante real.

Mas, aparentemente, o gigante não petrificou totalmente porque, segundo a lenda, todos os anos, à meia-noite do dia 31 de dezembro, essa pedra se move até um lago que fica próximo e mergulha sua ponta nele, para beber sua água gelada.

A Muralha de Antonine

A Muralha de Antonine foi uma das duas muralhas que os romanos construíram no Reino Unido.

A primeira delas foi a Muralha de Adriano, iniciada em 122 DC, pelo imperador romano de mesmo nome. Ela acabou sendo também a primeira “fronteira” entre ingleses e escoceses, apesar de que, naquela época, vários povos diferentes habitavam a Ilha e não havia essa noção de unidade nacional.

Um historiador romano da época escreveu que a Muralha de Adriano foi construída para separar os povos civilizados (leia-se ingleses) dos povos bárbaros (leia-se escoceses!). Eu não tiro a razão deles. Os escoceses daquela época deviam ser mesmo osso duro de roer. Enquanto os

Círculos de Pedras e viagens no tempo

Preciso começar este post informando – para quem ainda não sabe – que Craigh na Dun não existe! Foi um lugar inventado pela autora de Outlander. O círculo de pedras foi construído em isopor para as filmagens, em uma colina de Kinloch Rannoch, em Perthshire (e não em Inverness).

Aliás, se Craigh na Dun existisse mesmo, eu não estaria aqui escrevendo. A julgar pelo sucesso da série e pela quantidade de mulheres loucas para viajar no tempo e encontrar um highlander sósia do Jamie (já aviso que dentes perfeitos serão improváveis), eu estaria agora com uma banquinha montada lá, distribuindo senhas de acesso à pedra principal e fazendo fortuna vendendo antibióticos para as viajantes. Porque é sempre uma má ideia ir para o passado sem uns remedinhos modernos no bolso…

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén

You cannot copy content of this page