Categoria: Contos

Quando as pedras sentem sede…

É muito comum, no folclore local, que lendas associem menires pré-históricos a “gigantes petrificados”. A “Stane O’ Quoybune”, que fica nas Ilhas Orkney e tem 4 metros de altura, é uma dessas “pedras-gigantes” que dizem já ter sido um gigante real.

Mas, aparentemente, o gigante não petrificou totalmente porque, segundo a lenda, todos os anos, à meia-noite do dia 31 de dezembro, essa pedra se move até um lago que fica próximo e mergulha sua ponta nele, para beber sua água gelada.

O sonho da escocesa

Sabem aquelas histórias reais, de pessoas que conhecemos, que quando a gente escuta responde com um “mentiraaaa….!!” mesmo sabendo que são absolutamente verdadeiras? Essas histórias reais com toques tão surreais que parecem irreais? (dedico esta última frase à minha amiga Suyan)

Uns anos atrás, eu escutei uma história assim, de uma amiga escocesa, e eu gostei tanto da história dela que já contei pra quase todo mundo. Mas agora (com a permissão dessa amiga, lógico) resolvi contar pra todo mundo mesmo!

Rachel era uma jovem que buscava obter sucesso como atriz, em Londres, e encontrava consolo para as dificuldades em frases do seu livro preferido (de um autor brasileiro, aliás!). Um dia,

Caça às Bruxas na Escócia

Algumas semanas atrás, eu fiz uma live, lá no instagram @vidanaescocia, falando um pouco deste assunto, que é bastante extenso, complexo, e me interessa bastante.

Todo mundo conhece o caso de Salem, nos Estados Unidos. Existem muitos livros, peças de teatro e filmes que recontam a história e trazem à tona a injustiça que as vítimas acusadas de bruxaria sofreram. Mas sabem quantas pessoas foram executadas em Salem? Vinte. 

Na Escócia, de acordo com dados recentes do governo, aproximadamente 3500 pessoas, na imensa maioria mulheres, foram executadas como bruxas na Escócia entre 1560 e 1727.

Lilias Adie, uma “bruxa” escocesa.

Lilias Adie foi uma senhora vítima da caça às bruxas aqui na Escócia. Neste vídeo, eu contei um pouco da história dela:

As acusações contra Lilias surgiram quando algumas mulheres do vilarejo em que ela morava ficaram doentes ao mesmo tempo. Uma delas acusou Lilias, que foi imediatamente levada à presença do reverendo local, para confessar o seu crime. Apesar de ela ter alegado inocência, foi presa e interrogada todos os dias até, finalmente, “confessar”. 

Eu expliquei na live sobre bruxaria na Escócia (vou postar o vídeo aqui, no blog, depois), que os escoceses se consideravam benevolentes e portanto a tortura por meio de dor física não era tão utilizada, mas eles torturavam de outras formas, e uma das mais comuns era deixar a suposta “bruxa” sem dormir por dias, o que certamente causava alucinações que deixavam as confissões muito mais coloridas. 

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