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Clach na Cùdainn, a pedra que rege o futuro de Inverness

No meio de Inverness existe uma pedra que, à primeira vista, provavelmente passaria despercebida.

Ela se chama Clach na Cùdainn, um nome gaélico que significa algo como “Pedra das Tinas” ou “Pedra dos Baldes”. Antes de Inverness ter abastecimento de água encanada, mulheres da cidade precisavam ir até o River Ness buscar água. Na volta, carregando seus pesados baldes e tinas, usavam essa pedra como lugar para apoiá-los e descansar. O local acabou se tornando também um ponto de encontro e de troca de notícias.

Mas, com o tempo, a Clach na Cùdainn ganhou um significado simbólico muito maior para Inverness.

Susto em Ravenscraig e o Mauthe Doog

Outubro, mês de Halloween e de contar “causos” misteriosos. 

Este aconteceu comigo e com o Pedro, meu filho, em 2017, nas ruínas do castelo Ravenscraig. Construído em 1460, este castelo é relativamente pequeno, e fica estrategicamente localizado no alto de um penhasco, de frente para o estuário de Forth.

Nós já havíamos estado lá antes, mas desta vez voltamos com a minha mãe. O dia estava frio, nublado, e sem vento. 

O espaço das ruínas deste castelo basicamente se divide em duas partes: a torre principal e a parte aberta, onde antes ficavam construções térreas e onde o muro circunda a pequena parte do penhasco. Minha mãe estava nesta última parte, batendo fotos da vista para o mar, e eu estava seguindo o Pedro, que na época tinha 4 anos, pela parte ao redor da torre. Não há como entrar em lugar algum nesse castelo. Todos os acessos para o interior da torre estão fechados com grades, por segurança. 

O Pedro estava brincando de “eco”: ele parava em frente a uma porta dessas, fechada com grade, gritava “Helloo!!” e escutava o eco da voz. Fez isso em uma porta, em duas, e paramos em frente da terceira. Tudo escuro lá dentro, mas parecia ter um corredor ao fundo, à direita. Continuando a brincadeira, ele gritou “Hellooo!!!”

E o que ocorreu a seguir foi uma das coisas mais estranhas que já me aconteceu.

Clootie Wells: os poços sagrados da Escócia

Existem vários lugares assim espalhados pelas Ilhas Britânicas. Aqui na Escócia, muitos deles são conhecidos como clootie wells.

Durante milhares de anos, nascentes deviam parecer algo extraordinário, quase mágico. Uma fonte de água limpa que surgia aparentemente do nada e brotava continuamente da terra, nutrindo pessoas, animais e plantações.

Findhorn

Os “antepassados” dos castelos escoceses: conheça os “brochs”

 

Quando pensamos em Escócia, é quase impossível não imaginar castelos. Afinal, existem cerca de 3.000 deles espalhados pela paisagem. Desses, cerca de 1.500 ainda estão de pé, e centenas podem ser visitados.

Mas poucas pessoas já ouviram falar de um outro tipo de moradia fortificada, muito mais antiga, que também pode ser encontrada às centenas por aqui: os “brochs”. 

Construídos pelos povos da Idade do Ferro, essas enormes torres circulares surgiram principalmente no norte e oeste da Escócia entre aproximadamente 400 a.C. e 100 d.C., tornando-se uma das formas arquitetônicas mais extraordinárias da Europa pré-histórica.

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