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A história de Lady Glamis

No castelo: escutamos passos no andar se cima mas não havia ninguém

Fomos os primeiros a chegar a este castelo e entramos assim que ele abriu. Quando ouvimos passos vindos do andar de cima, a primeira hipótese foi óbvia: devia ser algum funcionário.

Subimos para conferir. A torre estava vazia. Éramos os únicos ali.

No vídeo, o som não aparece com tanta clareza, mas ao vivo os passos eram bem nítidos.

Existe uma explicação material para esses “passos”? É possível.
Mas também é possível que não exista. 👀

E sim, peço desculpas pelo rodopio da câmera no teto. Eu estava mais preocupada em registrar o som do que em lembrar que alguém depois teria que assistir ao vídeo. 😅

Callanish: círculo de pedras na distante Ilha de Lewis

 

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Quando as pedras sentem sede…

É muito comum, no folclore local, que lendas associem menires pré-históricos a “gigantes petrificados”. A “Stane O’ Quoybune”, que fica nas Ilhas Orkney e tem 4 metros de altura, é uma dessas “pedras-gigantes” que dizem já ter sido um gigante real.

Mas, aparentemente, o gigante não petrificou totalmente porque, segundo a lenda, todos os anos, à meia-noite do dia 31 de dezembro, essa pedra se move até um lago que fica próximo e mergulha sua ponta nele, para beber sua água gelada.

Caixões em miniatura: um dos maiores mistérios de Edimburgo

No final de junho de 1836, um grupo de meninos estava caçando coelhas nas encostas do Arthur’s Seat, em Edimburgo quando, por acaso, fizeram uma das descobertas mais misteriosas da Escócia.

Escondidos atrás de três pedras planas, estavam 17 caixões em miniatura. Cada caixão – de apenas 9.5 cm de comprimento – continha uma pequena figura de madeira. As figuras foram esculpidas e vestidas com roupas costuradas e coladas em volta delas.

 

Na época, os jornais locais divulgaram teorias diferentes sobre a origem e o significado desses pequenos caixões. Alguns diziam que eram objetos de feitiços satânicos, enquanto outros mencionavam antigos costumes germânicos de enterrar efígies de amigos falecidos em terras distantes – embora essa prática nunca tenha sido verificada por aqui.

Mas a teoria que mais popularizou foi a de que, talvez, os dezessete caixões representassem as dezessete vítimas de Burke e Hare.

Burke e Hare eram assassinos famosos, na época em que as pesquisas médicas estavam avançando e precisavam de corpos. A maioria dos criminosos roubava corpos recém-enterrados mas Burke e Hare foram mais longe. Tem um post contando a história deles lá no blog (é só digitar “Burke” na busca, que aparece) mas vou botar o link nos stories, também.

Acontece que doze das vítimas da dupla era mulheres, e as figuras nos pequenos caixões parecem todas masculinas. Outro detalhe é que sabemos de dezessete vítimas, mas o número verdadeiro pode ser bem maior.

E por que alguém perderia tanto tempo fazendo esses caixões, e escondendo-os no Arthur’s Seat?

Oito deles podem ser vistos no Museu Nacional, de cujo site peguei as duas últimas fotos, para vocês poderem ver os detalhes.

 

 

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