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Fostering, Parte 2: Quando a gente diz “sim”

Era um lindo dia de primavera, colorido e ensolarado. Eu corria pelos floridos campos escoceses, em câmera lenta, com meus cachos ao vento e meus pés descalços sentindo o fresco orvalho da manhã. A ampla saia do meu romântico vestido rodado subia e descia em ondas, ao som de suave música celta. Ao fundo, escutava-se o som da chuva (apesar de estar ensolarado), de gaitas de foles e …. 

Epa, esqueci que não estou no Instagram! Perdão, segue uma versão mais realista dos acontecimentos: 

Era um típico dia de primavera, cinzento e chuvoso. Eu caminhava por uma pequena trilha, com meu look impermeável “Mountain Warehouse” da cabeça aos pés, e meus cabelos tão emaranhados pela chuva e pelo vento que percebi um corvo me olhando estranho e avaliando se poderia colocar seus ovos ali. Ao fundo, escutava-se o som das ovelhas. Ao raso, o “splash-splash” das minhas botas na lama e, de repente, o meu celular, que tocava alto apesar do fraco sinal da região. Era a minha assistente social, Claire*: 

“Fostering”, ou “família acolhedora”: você já ouviu falar disso?

Faz um tempo que ando dividida entre a resistência em expor uma parte da minha vida que considero privada e a utilidade de falar sobre um assunto que mexe muito comigo e que mudou a minha vida significantemente. Com esse post, está decretada a vitória da última opção. 

No mundo todo, existem situações em que crianças não podem mais ser cuidadas por suas famílias e precisam ser retiradas de casa. Os motivos que levam a isso são muito diversos, mas é bom lembrar que a culpa NUNCA é da criança. Alguns exemplos que constituem a maioria dos casos, aqui no Reino Unido são: mães/pais com problemas de alcoolismo e/ou vícios em outras drogas, com problemas de saúde mental, violência doméstica, agressões, negligência, envolvimento com criminalidade e/ou entrada em sistema prisional, entre outros. 

Quase nunca, ao contrário do que se pensa, essas crianças entram no sistema de adoção imediatamente. Muitas vezes, os problemas são temporários, e

Abrindo uma Baby Box da Escócia

Desde 2017, todos os bebês nascidos na Escócia ganham uma “Baby Box” como essa, cheia de itens considerados essenciais para os primeiros meses de vida.A ideia surgiu na Finlândia, onde já existe há mais de 80 anos e inspirou projetos semelhantes em mais de 60 países. Você já tinha ouvido falar nessa caixa? Tem algo assim onde você mora? Eu lembro que, no Brasil, ganhei sim uma malinha com algumas coisinhas, como termômetro e fraldinhas (não lembro o resto!).

PS: Vídeo amador, como sempre, sem grandes edições, mas o objetivo de mostrar a caixa foi cumprido!

Golpe do emprego na Escócia – Morrison Construction e AILSA Oil & Gas (entre outras)

Este post devia ter sido escrito meses atrás, quando a primeira pessoa me contatou perguntando sobre essa empresa, e contando que havia sido contratada pela internet, que estava super empolgada para vir para a Escócia, mas que antes de fechar o negócio e dar o pulo derradeiro, alguma pulga (abençoada) atrás da orelha fez com que me escrevesse perguntando o que eu achava. Mas só estou escrevendo agora, depois de ter sido contatada pela QUINTA pessoa que me contou a mesma história, do mesmo golpe. Então lamento o atraso neste post de utilidade pública e espero que ele ajude outras possíveis vítimas a ficarem de olhos bem abertos com relação a ofertas muito incríveis de trabalho no exterior. Porque o ditado “quando a esmola é demais, o santo desconfia” é verdadeiro na imensa parte desses casos.

Vamos ao golpe do emprego na Morisson Construction:

Primeiro, essa empresa existe mesmo, é grande e possui sede em vários lugares da Escócia. Mas, obviamente, qualquer um pode usar o nome de uma grande empresa pra aplicar golpes em nome dela.

A pessoa recebe um email apresentando a empresa e informando que estão recrutando e que precisam de pessoas que falem português (perdão pelo texto incompleto na imagem, mas é que recebi em print e veio assim):

Diário de um acampamento na Escócia

A primeira vez que acampei aqui na Escócia, foi no início de abril. O lugar era lindo, mas eu aprendi 2 importantes lições: 1. Não se acampa em abril; 2. Isolamento térmico é tudo na vida!

Embora durante o dia as temperaturas ficassem agradavelmente acima dos 10 graus (impossível não se animar), durante a noite elas despencavam. E eu quase congelei por falta de isolamento térmico. Joguei todas as cobertas e metade do meu saco de dormir pra cima do filhote, e fiquei enrolada na outra metade, sem conseguir dormir de tanto que tremia. O frio vinha do chão, parecia que eu estava deitada sobre um bloco de gelo. No dia seguinte, com chuva, voltamos pra casa.

Mas agora é verão (hahahaha, sempre rio quando escrevo essa palavra aqui!), ou seja, a melhor época do ano para acampar, certo?? Certo sim!!! Principalmente com um bom isolamento a tiracolo (item indispensável de acampamento na Escócia #1).

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