Retornar ao Brasil depois de dois anos vivendo na Escócia

Faz quase um ano que retornamos ao Brasil depois de viver dois anos em Aberdeen.

Quem gosta de mudanças ou tem espírito cigano, talvez nem se incomode… talvez até se empolgue em começar tudo de novo, talvez sinta alegria imensa em voltar para o seu país natal… entretanto, sou daquelas pessoas que não se sentem confortáveis com mudanças, aliás, devo confessar que não gosto nem um pouco…

Primeiramente, quando chegamos na Cidade de Granito, em 2015, nada foi muito fácil para mim. Foram meses de adaptação…o frio, o vento, a escuridão daquele dezembro, o alto custo de vida, a pouca grana (péssima combinação) e a solidão (não, a internet não supriu toda a minha carência) encolheram meu coração. Como sair com uma bebê na chuva? Como passar o dia inteiro em casa sem trabalhar?  Como cozinhar todos os dias todas as refeições (eu que nunca me dediquei à culinária e zero criatividade para isso)? Muitos desafios a enfrentar ao mesmo tempo… Passando o desespero inicial, me apeguei a um espírito desbravador. Me dediquei a estudar sobre um país tão antigo, tão cheio de histórias e tradições. Tanta coisa para aprender! Além disso, saí em busca de contatos de outras mães. A grande maravilha da rede é proporcionar essa conectividade e encontrar apoio. Pouco a pouco fui

The Scotch Whisky Experience

Se tem um aspecto da cultura escocesa ao qual eu ainda não me adaptei, é o gosto pelo whisky. Meu consumo habitual de álcool é quase nulo, do tipo que faz um bombom de licor parecer um porre. Ou seja, eu seria a pessoa menos indicada para escrever sobre whisky….até a semana passada. Porque agora, queridos leitores e queridas leitoras, eu fiz o tour da Scotch Whisky Experience e me tornei uma semi-expert no assunto. Aliás, o fato de uma pessoa tão leiga quanto eu conseguir sair de lá entendendo sobre o assunto  já diz muito sobre o sucesso dessa atração.

The Scotch Whisky Experience é uma das atrações mais populares de Edimburgo. Fica na Royal Mile, pertinho do Castelo, e existe há 30 anos! É uma exibição interativa sobre o whisky escocês (conhecido como scotch), mas também tem um restaurante, um whisky bar com mais de 450 whiskies diferentes pra provar, e uma loja.

Mas afinal, começando pelo começo: o certo é whisky, whiskey ou uísque? – muita gente pergunta.

Aberdeen: dicas práticas 

Resolvi aproveitar um e-mail que escrevi para um querido leitor que irá passar alguns meses com a família em Aberdeen e transformá-lo em post.

Relato como foi a nossa experiência de forma mais direta com relação a custos, mas sugiro olhar textos anteriores com relatos mais detalhados.

PS:  Orçamento apertado foi com a gente, pois viví­amos com a bolsa de estudos e algumas economias.

Moradia:  Os bairros mais afastados são mais baratos e tem  construções mais modernas. O nosso flat era muito antigo e o aquecimento era elétrico… péssima combinação…gastávamos por volta de 110 libras por mês com isso… o aquecimento a gás é, em geral, mais barato.

Perto da Rosemount, Great Western Road e Bridge of Don também são regiões interessantes. Nãs queríamos uma localização mais central e a uma distância pequena da University of Aberdeen.

Usamos o zoopla,  cityletse o  gumtree  para procurar os imóveis. As imobiliárias geralmente só fazem contrato por no mínimo 12 meses, que foi o nosso caso. Na maior parte das vezes, também exigem alguns meses de aluguel adiantados, pra quem vem de fora do país. Para perí­odos mais curtos, o melhor é procurar imóveis direto com o proprietário.

Golpe do emprego na Escócia – Morrison Construction e AILSA Oil & Gas (entre outras)

Este post devia ter sido escrito meses atrás, quando a primeira pessoa me contatou perguntando sobre essa empresa, e contando que havia sido contratada pela internet, que estava super empolgada para vir para a Escócia, mas que antes de fechar o negócio e dar o pulo derradeiro, alguma pulga (abençoada) atrás da orelha fez com que me escrevesse perguntando o que eu achava. Mas só estou escrevendo agora, depois de ter sido contatada pela QUINTA pessoa que me contou a mesma história, do mesmo golpe. Então lamento o atraso neste post de utilidade pública e espero que ele ajude outras possíveis vítimas a ficarem de olhos bem abertos com relação a ofertas muito incríveis de trabalho no exterior. Porque o ditado “quando a esmola é demais, o santo desconfia” é verdadeiro na imensa parte desses casos.

Vamos ao golpe do emprego na Morisson Construction:

Primeiro, essa empresa existe mesmo, é grande e possui sede em vários lugares da Escócia. Mas, obviamente, qualquer um pode usar o nome de uma grande empresa pra aplicar golpes em nome dela.

A pessoa recebe um email apresentando a empresa e informando que estão recrutando e que precisam de pessoas que falem português (perdão pelo texto incompleto na imagem, mas é que recebi em print e veio assim):

Escola Primária na Escócia: como funciona

As escolas aqui, como na maior parte do mundo, dividem-se em primária e secundária. Pela regra, as crianças entram na primeira série da escola primária (Primary 1, ou P1, pra facilitar) no ano em que completam 5 anos de idade. Antes disso, frequentam a nursery, que é a pré-escola e geralmente fica nas escolas primárias. A divisão por idade fica mais ou menos assim: (“S” corresponde à escola secundária)

Eu expliquei um pouco sobre a nursery neste post que escrevi pro Brasileiras pelo Mundo. Mas, complementando um pouco, uma das coisas que eu mais gostava na nursery, além de todo o foco no livre-brincar e no grande contato com a natureza, era a pastinha que elas preparavam com as observações. Diferentemente do Brasil,

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