Dica de filme recente e premiado que se passa na Escócia: aos 83 anos, Edie decide que nunca é tarde para realizar um sonho e resolve subir uma montanha famosa daqui. Ela conta com a ajuda de um jovem escocês da região, que se enche de paciência para lidar com ela.
O filme mostra paisagens lindas aqui da Escócia, e tem aquele tipo de história que acalenta o coração e faz a gente ter vontade de também sair por aí subindo montanhas ou, pelo menos, ter mais contato com a natureza.
Se você um dia passar pelas margens do Loch Shin, na região de Lairg, na Escócia, e avistar esta minúscula casinha em uma ilha igualmente minúscula, provavelmente vai ficar se perguntando o que cargas d’água ela faz ali e, mais ainda, quem cargas d’água mora ali (nem sei se ainda se usa a expressão “cargas d’água”… talvez eu esteja sendo muito velha na escrita, mas achei apropriada, com tanta água ao redor… e a casa certamente exigiu o transporte de uma carga, pela água, então… ok, parei, voltemos à casa).
Diz a lenda que a casa foi construída por um sujeito chamado Jock Broon, em 1824. Jock teria ganhado este pequeno pedaço de terra (com, por acaso, um lago ao redor) de um lorde local, por tê-lo ensinado a destilar whisky. Feliz por finalmente possuir um bocado de chão para chamar de seu, e querendo reforçar seu novo status de “insulofundiário” (inventei a palavra), ele resolveu construir uma casa no local, mas morreu logo em seguida, ao dar um tiro no próprio pé enquanto caçava. Ironia do destino: passou a vida inteira querendo uma casa própria e, quando consegue, pá! o tiro no pé.
Ao menos, esta é a história que está escrita em placas na cidade, fazendo com que turistas inocentes – que não leem este blog – acreditem que tudo isso aconteceu mesmo.
Eles parecem saídos de um filme de terror mas, se você vivesse na Escócia do século XVII, e tivesse sido acometido pela Peste, ia querer que um desses entrasse na sua casa. Os “Médicos da Peste” eram a última esperança de quem já havia sido contaminado. A má notícia é que eles raramente conseguiam curar seus pacientes.
Em outubro de 1939, um submarino alemão passou por entre as ilhas que compõem o arquipélago de Orkney e afundou um encouraçado britânico, fazendo com que. Winston Churchill tomasse a decisão de construir barreiras marítimas no local, para proteção. A falta de mão-de-obra para construir as barreiras coincidiu com a captura de milhares de soldados italianos que lutavam no norte da África. O governo britânico decidiu, então, levar 1000 desses prisioneiros de guerra italianos para as Ilhas Orkney, e utilizá-los na construção. Só que esses italianos, depois de um tempo em terras remotas escocesas, morando no acampamento de prisioneiros, sem vinho, sem tarantella, sem uma mamma que fizesse uma boa macarronada, e provavelmente cansados de viver à base de bacalhau ensopado, resolveram que precisavam rezar, e pediram permissão para construir uma capela.