Quando era recém-chegada, eu estava aqui, na minha ignorância, achando super estranho que, junto com coisas de Halloween, os mercados estivessem vendendo fogos de artifício também. De repente, as lojas se encheram de fantasias, abóboras, teias de aranha, doces e várias estantes com opções de fogos. “Será que soltam fogos no Halloween?”, me perguntei.
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Esse é o nosso primeiro Halloween na Escócia, e eu estava ansiosa para saber como é comemorado por aqui. A festa tem origem celta, e foi levada para os Estados Unidos – de onde se popularizou para o resto do mundo- por imigrantes irlandeses e escoceses. Mas não é nem de longe o evento gigantesco que é para os americanos. Eu tenho a impressão que, aqui, as coisas ainda são mais simples, mais como antigamente. Tem, claro, muita coisa pra vender nas lojas e é uma data bem aproveitada pela mídia e pelo mercado, mas o que me chama mais a atenção são as pequenas festas de vilas e as celebrações pagãs que ainda existem.
Uma pesquisa rápida vai mostrar que se fala inglês, como em todo o Reino Unido, mas também gaélico escocês em algumas regiões (e em todas as placas) e o escocês, que é um dialeto que parece uma mistura de inglês com alguma língua nórdica. Mas, sejamos práticos: aqui se fala inglês.
O problema é que, muitas vezes, o inglês da Escócia soa tão diferente, que quase parece outra língua.
Os escoceses têm uma imagem muito positiva do Brasil, que veem como um país alegre e de lugares lindos.
Já falei um pouco disso nesse post aqui.
Eles também adorariam ter o nosso talento para o futebol. O comercial abaixo fez sucesso por aqui, e traz uma solução para ganharem a Copa de 2034:
Eu já contei por aqui que o animal nacional da Escócia é o unicórnio.

Eu acho isso lindo, porque é mais um item do imaginário mágico deste país, como o monstro do Lago Ness, os Círculos de Pedra, os festivais pagãos, e as centenas de lendas e histórias cheias de mistérios e magia que existem por aqui.