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“Fostering”, ou “família acolhedora”: você já ouviu falar disso?

Faz um tempo que ando dividida entre a resistência em expor uma parte da minha vida que considero privada e a utilidade de falar sobre um assunto que mexe muito comigo e que mudou a minha vida significantemente. Com esse post, está decretada a vitória da última opção. 

No mundo todo, existem situações em que crianças não podem mais ser cuidadas por suas famílias e precisam ser retiradas de casa. Os motivos que levam a isso são muito diversos, mas é bom lembrar que a culpa NUNCA é da criança. Alguns exemplos que constituem a maioria dos casos, aqui no Reino Unido são: mães/pais com problemas de alcoolismo e/ou vícios em outras drogas, com problemas de saúde mental, violência doméstica, agressões, negligência, envolvimento com criminalidade e/ou entrada em sistema prisional, entre outros. 

Quase nunca, ao contrário do que se pensa, essas crianças entram no sistema de adoção imediatamente. Muitas vezes, os problemas são temporários, e

Caixões em miniatura: um dos maiores mistérios de Edimburgo

No final de junho de 1836, um grupo de meninos estava caçando coelhas nas encostas do Arthur’s Seat, em Edimburgo quando, por acaso, fizeram uma das descobertas mais misteriosas da Escócia.

Escondidos atrás de três pedras planas, estavam 17 caixões em miniatura. Cada caixão – de apenas 9.5 cm de comprimento – continha uma pequena figura de madeira. As figuras foram esculpidas e vestidas com roupas costuradas e coladas em volta delas.

 

Na época, os jornais locais divulgaram teorias diferentes sobre a origem e o significado desses pequenos caixões. Alguns diziam que eram objetos de feitiços satânicos, enquanto outros mencionavam antigos costumes germânicos de enterrar efígies de amigos falecidos em terras distantes – embora essa prática nunca tenha sido verificada por aqui.

Mas a teoria que mais popularizou foi a de que, talvez, os dezessete caixões representassem as dezessete vítimas de Burke e Hare.

Burke e Hare eram assassinos famosos, na época em que as pesquisas médicas estavam avançando e precisavam de corpos. A maioria dos criminosos roubava corpos recém-enterrados mas Burke e Hare foram mais longe. Tem um post contando a história deles lá no blog (é só digitar “Burke” na busca, que aparece) mas vou botar o link nos stories, também.

Acontece que doze das vítimas da dupla era mulheres, e as figuras nos pequenos caixões parecem todas masculinas. Outro detalhe é que sabemos de dezessete vítimas, mas o número verdadeiro pode ser bem maior.

E por que alguém perderia tanto tempo fazendo esses caixões, e escondendo-os no Arthur’s Seat?

Oito deles podem ser vistos no Museu Nacional, de cujo site peguei as duas últimas fotos, para vocês poderem ver os detalhes.

 

 

Abrindo uma Baby Box da Escócia

Desde 2017, todos os bebês nascidos na Escócia ganham uma “Baby Box” como essa, cheia de itens considerados essenciais para os primeiros meses de vida.A ideia surgiu na Finlândia, onde já existe há mais de 80 anos e inspirou projetos semelhantes em mais de 60 países. Você já tinha ouvido falar nessa caixa? Tem algo assim onde você mora? Eu lembro que, no Brasil, ganhei sim uma malinha com algumas coisinhas, como termômetro e fraldinhas (não lembro o resto!).

PS: Vídeo amador, como sempre, sem grandes edições, mas o objetivo de mostrar a caixa foi cumprido!

Monumento a Maggie Wall

“Maggie Wall, queimada aqui, em 1657, como uma bruxa”.

Na Escócia, quase 3.800 pessoas foram acusadas de bruxaria entre 1500 e 1700. Mulheres eram a imensa maioria. Cerca de 1.500 foram assassinadas como resultado dessa perseguição.

O sonho da escocesa

Sabem aquelas histórias reais, de pessoas que conhecemos, que quando a gente escuta responde com um “mentiraaaa….!!” mesmo sabendo que são absolutamente verdadeiras? Essas histórias reais com toques tão surreais que parecem irreais? (dedico esta última frase à minha amiga Suyan)

Uns anos atrás, eu escutei uma história assim, de uma amiga escocesa, e eu gostei tanto da história dela que já contei pra quase todo mundo. Mas agora (com a permissão dessa amiga, lógico) resolvi contar pra todo mundo mesmo!

Rachel era uma jovem que buscava obter sucesso como atriz, em Londres, e encontrava consolo para as dificuldades em frases do seu livro preferido (de um autor brasileiro, aliás!). Um dia,

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