Diz a lenda que, quando um robin se aproxima repentinamente de alguém, é sinal de que uma pessoa que você amou e que já faleceu está passando para dizer que está bem. Esse passarinho era visto como uma espécie de mensageiro do mundo espiritual, e sua presença perto de alguém jamais seria por acaso.

Há também uma antiga explicação para o peito vermelho do robin: durante a crucificação de Jesus, ele teria tentado retirar espinhos da coroa, manchando o peito com sangue. Como recompensa por sua compaixão, teria recebido o peito vermelho como marca eterna de bondade e sacrifício.
Fomos os primeiros a chegar a este castelo e entramos assim que ele abriu. Quando ouvimos passos vindos do andar de cima, a primeira hipótese foi óbvia: devia ser algum funcionário.
Subimos para conferir. A torre estava vazia. Éramos os únicos ali.
No vídeo, o som não aparece com tanta clareza, mas ao vivo os passos eram bem nítidos.
Existe uma explicação material para esses “passos”? É possível.
Mas também é possível que não exista. 👀
E sim, peço desculpas pelo rodopio da câmera no teto. Eu estava mais preocupada em registrar o som do que em lembrar que alguém depois teria que assistir ao vídeo. 😅
Todo mundo já ouviu falar no Lago Ness, mas de onde vem esse nome?
A verdade é que Ness é um nome mais antigo do que qualquer registro escrito e provavelmente tem origem em alguma língua antiga que se perdeu no tempo.
Mas, séculos depois, surgiram lendas. Histórias recolhidas da tradição oral das Highlands, que tentam explicar o nome do lago.
Uma das mais conhecidas diz que Ness era o nome de uma mulher que vivia no grande vale onde hoje está o lago. Segundo a lenda, Ness sofreu uma perda irreparável.
Em algumas versões, ela perdeu seu grande amor. Em outras, perdeu seus filhos. Em algumas, a família inteira.
Os motivos variam, mas o ponto central da história não é o que aconteceu exatamente. É o luto absoluto que Ness sentiu.
Ness chorou.
Chorou por dias.
Depois por semanas.
Até que suas lágrimas começaram a encharcar o vale.
O choro não cessava, porque não havia consolo possível.
A água foi se acumulando lentamente, cobrindo a terra, as casas, os caminhos.
As pessoas foram embora.
O vale desapareceu.
Quando finalmente o pranto cessou, tudo estava submerso.
O lago recebeu o nome dela, e ficou ali como o corpo físico de um lamento.
Ele teria surgido de uma dor grande demais para caber dentro de uma pessoa só. E talvez isso dê sentido à sua profundidade, à sua escuridão e ao seu silêncio.