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St Patrick era escocês?

E se eu te disser que Saint Patrick não era irlandês, não se chamava Patrick e não expulsou as cobras da Irlanda?”

Mas tem uma história de vida que parece um roteiro de filme:

Nos textos dele, Patrick diz que nasceu em um lugar chamado Bannavem Taburniae, na Britânia romana. O local exato ainda é debatido, mas muitos historiadores acreditam que poderia ter ficado na região que hoje corresponde ao sudoeste da Escócia. 

Ou seja: St Patrick seria escocês! 

Seu nome original, segundo tradições posteriores, teria sido Maewyn Succat. Ele passou a usar o nome Patrick (Patricius) quando se tornou missionário.

Quando tinha cerca de 16 anos, Maewyn foi sequestrado e levado como escravo para a Irlanda. Durante seis anos, viveu nas montanhas cuidando de ovelhas. Foi nesse período que ele começou a rezar e desenvolveu a fé que mudaria sua vida. 

Um dia, ainda escravo, Maewyn/Patrick teve um sonho dizendo que um navio o esperava. Ele então caminhou mais de 300 km até a costa e conseguiu embarcar no tal navio e escapar. 

Anos mais tarde, porém, decidiu retornar à Irlanda como missionário, tornando-se a figura cristã mais famosa da história do país.

E a famosa história de que ele expulsou cobras da Irlanda? Nem teria como ser verdade porque desde a última era glacial não existem cobras na ilha. A história é provavelmente simbólica, com as cobras representando o paganismo que Patrick teria combatido ao espalhar o cristianismo.

Então fica a dúvida: no St Patrick’s Day só pode usar verde e beber cerveja… ou vestir tartan e tomar whisky também está liberado?

Símbolos em túmulos escoceses antigos

Como Inglaterra e Escócia se uniram

https://www.instagram.com/p/DSxCEAjCh9U/?igsh=MTBkOWhycGFpcGR4MA==

Quem realmente manda no Reino Unido

Caixões em miniatura: um dos maiores mistérios de Edimburgo

No final de junho de 1836, um grupo de meninos estava caçando coelhas nas encostas do Arthur’s Seat, em Edimburgo quando, por acaso, fizeram uma das descobertas mais misteriosas da Escócia.

Escondidos atrás de três pedras planas, estavam 17 caixões em miniatura. Cada caixão – de apenas 9.5 cm de comprimento – continha uma pequena figura de madeira. As figuras foram esculpidas e vestidas com roupas costuradas e coladas em volta delas.

 

Na época, os jornais locais divulgaram teorias diferentes sobre a origem e o significado desses pequenos caixões. Alguns diziam que eram objetos de feitiços satânicos, enquanto outros mencionavam antigos costumes germânicos de enterrar efígies de amigos falecidos em terras distantes – embora essa prática nunca tenha sido verificada por aqui.

Mas a teoria que mais popularizou foi a de que, talvez, os dezessete caixões representassem as dezessete vítimas de Burke e Hare.

Burke e Hare eram assassinos famosos, na época em que as pesquisas médicas estavam avançando e precisavam de corpos. A maioria dos criminosos roubava corpos recém-enterrados mas Burke e Hare foram mais longe. Tem um post contando a história deles lá no blog (é só digitar “Burke” na busca, que aparece) mas vou botar o link nos stories, também.

Acontece que doze das vítimas da dupla era mulheres, e as figuras nos pequenos caixões parecem todas masculinas. Outro detalhe é que sabemos de dezessete vítimas, mas o número verdadeiro pode ser bem maior.

E por que alguém perderia tanto tempo fazendo esses caixões, e escondendo-os no Arthur’s Seat?

Oito deles podem ser vistos no Museu Nacional, de cujo site peguei as duas últimas fotos, para vocês poderem ver os detalhes.

 

 

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